A Câmara de Vereadores de Getúlio Vargas aprovou, por unanimidade, na sessão ordinária de 5 de dezembro, a Moção nº 8/2025. De autoria da vereadora Suzi Teresinha dos Santos (PL), a matéria manifesta apoio integral ao Projeto de Lei nº 412/2025, em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A proposta estadual visa proibir a reconstituição de leite em pó de origem importada para venda como leite fluido no estado, prática que tem gerado desequilíbrio concorrencial e prejuízos aos produtores gaúchos.
Defesa do produtor e transparência ao consumidor
O documento aprovado destaca que o setor leiteiro é um pilar econômico essencial para diversos municípios gaúchos e que a entrada massiva de produtos estrangeiros a preços abaixo do custo nacional ameaça a sobrevivência das famílias rurais.
Em sua manifestação, a vereadora Suzi Teresinha dos Santos (PL) ressaltou a necessidade de proteger a cadeia produtiva local. "Trouxe esta Moção para a Casa a fim de apoiar o projeto que, junto aos produtores e à sociedade, trava uma luta dura pelo que é justo: proteger quem garante alimento e sustento para milhões de brasileiros. Conto com a aprovação de todos para esta causa", afirmou a parlamentar.
O cenário de crise na agricultura
Durante a discussão, o vereador Silvonei Lazzari (MDB) declarou o apoio da bancada à moção e contextualizou as dificuldades enfrentadas pelo homem do campo, citando a disparidade entre os custos de produção e o valor de venda dos produtos.
"Como sou agricultor, sei como as coisas estão difíceis. O governo, em vez de ajudar, permite importações que prejudicam o mercado. O preço pago pelo leite é uma verdadeira vergonha, especialmente considerando que é um trabalho realizado sem feriados ou finais de semana. A agricultura vai mal, o que impacta a venda de máquinas e a geração de renda. Independentemente de sigla partidária, temos que nos unir para buscar soluções, pois os produtores de leite, trigo e milho necessitam de mais apoio", declarou Silvonei Lazzari.
A Moção será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, reafirmando o posicionamento do Legislativo de Getúlio Vargas em defesa do agronegócio regional. A matéria foi aprovada com o voto favorável de todos os vereadores presentes.

