A Câmara de Vereadores de Getúlio Vargas aprovou por unanimidade, na sessão ordinária de 7 de agosto, o Pedido de Informações nº 2/2025. Apresentada pela vereadora Luana Lanfredi em nome da Bancada do MDB, a proposição requer que o Poder Executivo preste informações documentadas sobre o destino dado à antiga estrutura do telhado do calçadão municipal, removida durante a obra de revitalização.
A busca por transparência
Ao apresentar o pedido, a
vereadora Luana Lanfredi (MDB) explicou que a iniciativa atende ao interesse de
cidadãos e se baseia no princípio da transparência na administração pública.
"Nossa bancada elaborou [o pedido] em razão de pessoas da comunidade
manifestarem interesse em saber a destinação do material que cobria o nosso
calçadão, antes de ser feita a reforma. Achamos por bem formalizar por aqui,
pois a população tem direito de saber. Queríamos um retorno da administração de
forma escrita, devidamente formalizada", afirmou Lanfredi, solicitando o
apoio dos colegas.
O debate em plenário
O pedido gerou um amplo debate. O
vereador Ademar José Rigon (Progressistas) apresentou informações preliminares,
mostrando imagens e explicando que parte da estrutura metálica estaria
armazenada, parte dos pilares teria sido reaproveitada
na nova obra, conforme previsto em licitação, e uma parcela menor teria sido
vendida como sucata. "A parte que eu tomei conhecimento é essa. Mas se tem
mais alguma informação que a gente não sabe, vamos lá, eu sou favorável, eu
acredito que o governo vai dar as suas devidas explicações", disse Rigon.
O vereador Vilmar Antônio Soccol
(União Brasil) corroborou, lembrando o estado de deterioração do antigo
telhado. "Aquilo lá deu uma chuva de pedra, picou tudo, e [tinha] muitos
anos de uso. Mas a parte metálica está aí para quem quiser ver. Se tiver alguma
dúvida que estiver fora daquilo que é o normal ou legal, nós somos parceiros,
sim. Nós queremos transparência", pontuou.
Em sua réplica, a vereadora Luana
Lanfredi agradeceu as explicações, mas reforçou a necessidade da documentação
oficial. "O que a população quer saber é a respeito da parte do coberto
mesmo. Assim como vocês sabem, tem que ter tudo documentado. Se houve um
leilão, [queremos ver] a arrematação, o valor que foi vendido, o recibo de
entrega, o contrato de descarte. A diferença entre o público e o privado é
essa. A gente quer essa documentação", insistiu a autora do pedido.
Ao final, os vereadores
concordaram com a importância da formalização e o pedido foi aprovado por
todos.

